Posts Tagged ‘São Paulo

31
jan
11

RJ, MG, SC, SP…

Triste janeiro de 2011.

"Rest Stops" - Paul Saari - via Escape into Life (FB)

© Cartas de Tiro

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08
dez
09

“A cidade e suas luzes”*

*Frase da canção “San Vicente”, de Milton Nascimento/Fernando Brant

Neste mês, quando se discute – ou se pretende discutir – assuntos que poderão ditar os rumos do planeta, tão lindo mas tão maltratado; neste mês, quando vemos tantas luzes vestindo a urbe… Aproveito para publicar uma série de fotos que foram “tiradas” entre 2007 e 2008, de uma distância entre 350 e 400 km da Terra, por astronautas da Estação Espacial Internacional.

Como diz o texto dessa reportagem da BBC Brasil: “As cidades vistas à noite representam uma das mais belas e não intencionais consequências da humanidade“.

São Paulo foi uma das cidades registradas pelos astronautas da Estação Espacial Internacional. As áreas esverdeadas mostram os bairros mais antigos, iluminados por lâmpadas de vapor de mercúrio; os mais novo, com lâmpadas de sódio, aparecem nas regiões alaranjadas. À direita, Santos e São Vicente/Nasa

São Paulo foi uma das cidades registradas pelos astronautas da EEI. As áreas esverdeadas mostram os bairros mais antigos, iluminados por lâmpadas de vapor de mercúrio; os mais novo, com lâmpadas de sódio, aparecem nas regiões alaranjadas. À direita, Santos e São Vicente (Texto: BBC Brasil)

A Baía de Tóquio também foi objeto do ensaio sobre a Terra vista à noite do espaço. Os astronautas dizem que as cidades japonesas possuem uma luz azul-esverdeada própria, e por isso são reconhecidas imediatamente por eles (Texto: BBC Brasil - Foto: Nasa)

A Baía de Tóquio também foi objeto do ensaio sobre a Terra vista à noite do espaço. Os astronautas dizem que as cidades japonesas possuem uma luz azul-esverdeada própria, e por isso são reconhecidas imediatamente por eles (Texto: BBC Brasil)

Nos Estados Unidos, Los Angeles chama a atenção pela disposição regular de várias de suas ruas e avenidas. Para a Nasa, a cultura, a geografia e a tecnologia deixam uma marca nas cidades e possibilita aos astronautas saberem que parte da Terra estão sobrevoando

Nos Estados Unidos, Los Angeles chama a atenção pela disposição regular de várias de suas ruas e avenidas. Para a Nasa, a cultura, a geografia e a tecnologia deixam uma marca nas cidades e possibilita aos astronautas saberem que parte da Terra estão sobrevoando (Texto: BBC Brasil)

Londres, por exemplo, apresenta as características típicas das cidades européias, segundo os astronautas: as avenidas e estradas correm para fora do centro, como 'teias de aranha brilhantes' (Texto: BBC Brasil)

Londres, por exemplo, apresenta as características típicas das cidades européias, segundo os astronautas: as avenidas e estradas correm para fora do centro, como "teias de aranha brilhantes" (Texto: BBC Brasil)

Buenos Aires vista da EEI. 'Não construímos nossas cidades pensando em que cara elas vão ter a partir do espaço', diz a Nasa. 'As cidades vistas à noite representam uma das mais belas e não intencionais consequências da humanidade' (Texto: BBC Brasil)

Buenos Aires vista da EEI. "Não construímos nossas cidades pensando em que cara elas vão ter a partir do espaço", diz a Nasa

Imagens com melhor resolução, como esta de Seul, na Coreia do Sul, só foram possíveis graças a um tripé colocado sobre uma plataforma móvel que compensa a rotação da Terra e o movimento da EEI (Texto: BBC Brasil)

Imagens com melhor resolução, como esta de Seul, na Coreia do Sul, só foram possíveis graças a um tripé colocado sobre uma plataforma móvel que compensa a rotação da Terra e o movimento da EEI (Texto: BBC Brasil)

© Cartas de Tiro

Atualização em 1º/2/2011, 17h10

"Inconfundível". É assim que o Earth Observatory, ligado à agência espacial norte-americano (Nasa), se refere à Brasília.

28
nov
09

Questão ainda não resolvida

Esta semana o Ministério Público Federal de São Paulo, numa atitude notável, ingressou com uma ação contra o ex-delegado chefe do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Dops, entre 1966/1983) e atual senador Romeu Tuma, o ex-prefeito de São Paulo (1969/1971) e atual deputado federal Paulo Maluf, o ex-prefeito de São Paulo Miguel Colasuonno (1973/1975), o ex-diretor do Serviço Funerário Municipal Fábio Pereira Bueno (1970/1974) e o médico-legista e ex-chefe do necrotério do Instituto Médico-Legal (IML) Harry Shibata (entrou no órgão em 1956 e foi seu diretor entre 1973/1983).

A acusação, em linhas gerais: ocultação de cádaveres de opositores do regime militar que deixou tristes e indeléveis marcas no país, entre 1964/1985.

Clique aqui para ler a notícia. E aqui para a íntegra da ação judicial (56 páginas).

O vídeo abaixo traz o filmete, do site Memórias Reveladas, sobre os desaparecidos políticos brasileiros. Aliás, os responsáveis pelo material, vinculados ao Arquivo Nacional, muito gentilmente forneceram ao blog, a pedido, todos os arquivos em mídia da campanha (TV e internet), pelo que agradeço muitíssimo.

Esse é um tanto mais longo do que os que estão sendo veiculados na TV, que falam sobre Dinaelza Santana Coqueiro, Fernando Santa Cruz e Rubens Paiva – todos desaparecidos políticos. Mas entendo que vale a pena.

Aqui sim estamos diante de pessoas honradas. Sim, porque há maçãs podres entre os que sobreviveram; gente que possui como marca registrada a felonia e que prestam serviços aos que habitam as cloacas midiáticas.

Quanto ao conteúdo do vídeo: esqueletos no armário do país.

© Cartas de Tiro

02
nov
09

Exemplos de Bagdá

Os acontecimentos indicados neste post não se deram nas câmaras de tortura da prisão de Abu Ghraib, no Iraque, de tão triste lembrança e vergonha aos “libertadores” estadunidenses.

Trata-se de localidade próxima da capital paulista, precisamente em Pirassununga.

Há fortes indícios de que um civil, Carlos Alberto da Silva, depois de invadir (alcoolizado), com seu carro, a Academia da Força Aérea (também conhecida como o “Ninho das Águias”), foi mantido algemado por 2 dias (sim, 2 dias!) a uma cama de hospital da instituição. Incomunicável.

Parece que, não fosse a Continue lendo ‘Exemplos de Bagdá’

06
out
09

Esquina

A verdade é que você mente todo dia” (texto escrito num muro da esquina da Rua Tutóia com Avenida Brigadeiro Luis Antônio, em São Paulo. Indiscutivelmente a frase retrata, com precisão cirúrgica, tanta gente, veículos de comunicação etc., etc., etc.).

© Cartas de Tiro

16
ago
09

Fatura

O que digo não é nenhuma novidade.

As atrocidades a que foram submetidos os índios são fatos inquestionáveis. Praticamente em todos os locais do planeta os povos indígenas sofreram violências do chamado “branco” das mais variadas formas: escravidão, roubo de terras, imposição cultural dos dominadores, quase dizimação etc.

Não fosse apenas isso, o apetite insaciável do “branco” trouxe também consequências ao habitat natural dessa população, destruindo florestas, além de poluir o ar e os rios – colocando em xeque a sua existência, pois que privada de atividades corriqueiras: caçar o quê? Pescar o quê?

Recentemente foi noticiado que parte dos 300 guarani mbyá residentes na comunidade indígena do Jaraguá, na zona norte da capital paulista, deverá se mudar para o município de Mairiporã (SP), a 37 km de São Paulo, em face da construção do Rodoanel Mário Covas.

O mesmo ocorrerá com os 300 guarani mbyá residentes em Krukutu e os 900 moradores da Aldeia da Barragem, as duas situadas em Parelheiros, ao sul do município de São Paulo. Às duas aldeias serão concedidos cerca de 150 hectares em um lugar que ainda está sendo escolhido. Aqui, a razão é ocupação crescente das terras utilizadas tradicionalmente pelos índios, decorrência do crescimento da cidade.

Estão sendo literalmente espremidos.

O que devemos a esses povos é impagável.

Mas continuamos insatisfeitos, claro.

A reportagem abaixo, do New York Times (via UOL Notícias – Internacional) dá a exata medida da questão:

25/07/2009

Devastação ambiental coloca tribos indígenas em perigo

NYT

 Elisabeth Rosenthal
No Parque Nacional do Xingu (Brasil)

Enquanto os homens jovens pintados e nus da tribo Kamayurá se preparavam para os jogos de guerra ritualizados de um festival, eles encerraram seu canto de caça ao lado da fogueira com um som de sopro – ‘uoosh, uoosh’ – uma tentativa simbólica de eliminar o odor de peixe, para que não fossem detectados pelos inimigos. Por séculos, os peixes dos lagos e rios da floresta foram a base da dieta dos Kamayurás, a principal fonte de proteína da tribo.

Mas o cheiro de peixe não é mais um problema para os guerreiros. O desmatamento e, segundo alguns cientistas, a mudança climática global estão tornando a região amazônica mais seca e mais quente, dizimando os cardumes de peixe e colocando em risco a existência dos Kamayurás. Como outras pequenas culturas indígenas ao redor do mundo com pouco dinheiro ou capacidade para se deslocar, eles estão lutando para se adaptar às mudanças.

‘Nós macacos velhos podemos suportar a fome, mas os pequenos sofrem – eles sempre pedem peixe’, disse Kotok, o cacique da tribo, que estava diante de uma oca contendo as flautas sagradas da tribo em uma noite recente. Ele vestia uma camiseta branca sobre o traje tradicional da tribo, que é basicamente nada.

Os homens kamayurás em trajes cerimoniais caminham pelo centro da aldeia - Damon Winter - The New York Times

Kotok, que como todos os Kamayurás só tem um nome, disse que os homens agora podem pescar a noite toda sem conseguir uma fisgada nos riachos onde os peixes costumavam ser abundantes; eles nadam em segurança nos lagos antes repletos de piranhas.

Responsável por três esposas, 24 crianças e centenas de outros membros da tribo, ele disse que sua existência antes idílica se transformou em uma espécie de sonho ruim. ‘Estou estressado e ansioso – isso tudo mudou muito rápido e a vida ficou muito dura’, ele disse em português, falando por meio de um intérprete. ‘Como cacique, eu tenho que ter a visão e olhar mais à frente, mas eu não sei o que acontecerá aos meus filhos e netos’.

O Painel Intergovernamental para a Mudança Climática diz que até 30% dos animais e plantas enfrentam um maior risco de extinção caso as temperaturas globais subam 2ºC nas próximas décadas. Mas antropólogos também temem uma onda de extinção cultural de dezenas de pequenos grupos indígenas – a perda de suas tradições, artes e línguas.Mulheres assam peixe para o café da manhã  - Damon Winter/The New York Times

‘Em alguns lugares, as pessoas terão que se deslocar para preservar sua cultura’, disse Gonzalo Oviedo, um alto conselheiro de política social da União Internacional para Conservação da Natureza, em Gland, Suíça. ‘Mas parte dos povos que são pequenos e marginais será assimilado e desaparecerá’.

Para sobreviver sem peixe, as crianças Kamayurá estão comendo formigas em seu esponjoso pão chato tradicional, feito de farinha de mandioca tropical. ‘Não há muitas por aqui porque as crianças as comeram’, disse Kotok sobre as formigas. Às vezes os membros da tribo matam macacos por sua carne, mas, como disse o cacique, ‘é preciso comer 30 macacos para encher a barriga’.

Vivendo nas profundezas da Continue lendo ‘Fatura’

06
ago
09

Essa merece a cruz

São necessários, antes de tudo, alguns esclarecimentos.

A princípio, não costumo criticar religiões. Afinal, cada um acredita no que quer.

Mas o que consta do vídeo abaixo passa dos limites.

A sua protagonista, Caroline Celico, é a esposa do jogador de futebol Kaká. Uma “pastora”, ou uma “bispa”, ou uma “sei-lá-o-que”, como queiram.

Segundo seu entendimento, repassado aos seus fiéis, o dinheiro da contratação do marido, pelo Real Madrid, da Espanha, foi reservado e dado por Deus.

Pelo visto, ela acredita que Deus guardou “no colchão”, nesses tempos de crise financeira global, a bagatela de 65 milhões de euros (algo como R$ 177 milhões), que é o valor pago pelo clube merengue pelo passe do atleta (mais um “atleta de Cristo”, é bom dizer).

(Parêntese: outra razão que motiva o casal é que, nas suas palavras, num gerundismo irritante, “nós vamos estar podendo abrir uma igreja lá“). Sim, eles vão abrir uma igreja em Madrid.

Outros dos seus sábios e santos ensinamentos:

– devemos submissão incondicional aos pais;

– devemos pedir perdão mesmo quando não devemos;

– devemos nos humilhar, porque assim nos humilhamos para Deus.

Ela faz parte da igreja “Renascer em Cristo”.

Essa igreja é de propriedade dos “apóstolos” Estevam Hernandes e bispa Sônia – sim, aqueles que cumpriram pena nos EUA (140 dias de reclusão, mais 5 meses de prisão domiciliar e 2 anos de liberdade condicional, além do pagamento de uma multa de US$ 30 mil cada um) pelos crimes de contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro.

Foram detidos em Continue lendo ‘Essa merece a cruz’




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