Archive for the 'Política Lá' Category

11
set
10

Início do milênio

Carlos Latuff

© Cartas de Tiro

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23
mar
10

Insolência

Israel, como sempre, com suas atitudes de desprezo. A tudo e a todos.

Jerusalém é dos judeus e de mais ninguém, afirma Benjamin Netanyahu, primeiro ministro israelense. Exatamente por isso é que, desrespeitando resoluções internacionais – um hábito -, não para de expandir seus assentamentos ilegais, notadamente naquela cidade.

Como não poderia deixar de ser, os israelenses contam com o apoio dos EUA – escancarado por Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Até mesmo a administração Obama, que vira e mexe faz cara feia para essa aventura irresponsável dos judeus, só faz cara feia mesmo, porque nada de efetivo é adotado para, de fato, impedir o desvario.

Pelosi, a propósito, assume a caricatura do cinismo: “A longa amizade entre os Estados Unidos e Israel se baseia em valores comuns: democracia, pluralismo e liberdade“. Desculpem, mas seria cômico se não fosse trágico. Declaração que possui as indeléveis digitais da mentira.

Democracia? Pluralismo? Liberdade? Quem pratica terrorismo de Estado pode se considerar baluarte desses valores tão caros para a humanidade?

Parece que esse povo não aprendeu nada com o sofrimento a que foi submetido há pouco mais de 70 anos.

Não é preciso dizer mais nada. A reportagem do Portal Vermelho fala por si.

Netanyahu desafia palestinos: ‘Jerusalém é nossa capital’

O primeiro ministro israelense, Benyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (22), em Nova York, que a cidade de Jerusalém ‘não é um assentamento, é nossa capital’, completando que seu país pretende construir mais 50 mil casas na cidade ocupada.

Às vésperas da reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama, Netanyahu pronunciou o desafiante discurso na reunião anual do Aipac, o lobby judeu sionista nos Estados Unidos. Ali, afirmou que ‘o povo judeu construía Jerusalém há 3 mil anos e o povo judeu constrói Jerusalém hoje. Jerusalém não é um assentamento, é nossa capital’, desafiou.

‘Esforço’ de paz afunda

A expansão dos assentamentos ilegais israelenses foi motivo de irritação na administração americana, a partir do momento que Israel anunciou a construção de 1,6 mil casas em um assentamento ilegal na cidade, o que destruiu possibilidades de diálogo com os palestinos.

Horas antes da chegada de Netanyahu a Washington, o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, foi autorizado a dizer que serão construídas 50 mil casas na região tomada dos palestinos em 1967.

Recado dado

‘Cerca de 30% dessas casas serão construídas em bairros onde moram árabes, embora eu não apóie essa divisão, que pretende traçar uma linha entre as áreas ocidental e oriental da cidade. Jerusalém é uma cidade unida, uma capital sob soberania israelense’, insistiu Barkat em uma entrevista à rede britânica de televisão Sky News.

‘Podemos até negociar acordos com os palestinos e ser flexíveis em outras questões, mas não com relação a Jerusalém… o conceito de congelamento (da construção de assentamentos judeus em Jerusalém Oriental) é algo que não aceito e que jamais aceitarei’, aferrou-se o prefeito.

Congresso ao lado de Israel

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, assegurou nesta terça-feira (23) ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que o Congresso está ‘ao lado de Israel’, durante a visita do premiê à casa legislativa americana.

‘Nós, do Congresso, estamos ao lado de Israel. Esse é um ponto que está acima das divisões partidárias’, afirmou Pelosi, na presença do chefe da minoria republicana, John Boehner, ao receber Netanyahu no Capitólio.

‘A longa amizade entre os Estados Unidos e Israel se baseia em valores comuns: democracia, pluralismo e liberdade. E em desejos comuns de paz e segurança para nossas crianças’, abstraiu Pelosi.

A recepção dada a Netanyahu no Congresso mostra mais uma vez que Continue lendo ‘Insolência’

23
fev
10

Façam o que eu digo, não o que eu faço

Não queremos ser colonizados pela Argentina. Queremos ser independentes” (Emma Edwards, parlamentar kelper, por telefone ao UOL Notícias, em 22/2/2010, desde a cidade de Stanley, capital das Ilhas Malvinas. A “falklander”, como a própria se intitula, falava a respeito  da polêmica sobre a nacionalidade das Ilhas, ressurgida com o anúncio da prospecção de petróleo no arquipélago pela Desire Petroleum, o que tem gerado protestos por parte da Argentina).

Os ingleses são especialistas em colonizar – é uma de suas sublimes vocações. Mas, é óbvio, não gostariam de ser colonizados. Espertinhos…

Enquanto isso, o Sol continua não se pondo no Império.

© Cartas de Tiro

14
dez
09

A nova(?) vestimenta do imperador

O texto abaixo, escrito pela ótima Jornalista Elaine Tavares, representa tudo o que penso relativamente à concessão, a Barack Obama, do Prêmio Nobel da Paz.

Inclusive, há algum tempo, tentei aferir no blog, ainda que de forma singela, por intermédio de uma enquete, a opinião simples sobre o tema.

Se o prêmio, genericamente considerado, tinha algum sentido, jogou pelo ralo sua credibilidade, pois só pode ser entendido como cinismo concedê-lo a um senhor da guerra.

Obama, até o momento, salvo raríssimos lampejos, tem se mostrado um engodo. O que, para mim, é de uma frustação enorme.

O matéria foi coletada no site “Brasil de Fato“.

Patética cena. Na platéia, de mãos dadas, a realeza. Olhos sorridentes, expressão de gozo e aquela serenidade dos saciados. No púlpito, o arrogante soberano do mundo. Recebia o Nobel da Paz e falava da necessidade da guerra. Nada poderia parecer mais cínico. Justificando a postura imperial dos Estados Unidos, Barack Obama insistia na sagrada missão que este país tem de levar a democracia ao mundo, nem que seja sob o fogo grosso. A imposição da ‘liberdade liberal’ a todo custo, com canhões e bombas.

Grotesca cena, assistida por milhões de pessoas no mundo. Os reis, feito cortesãos, aplaudindo o imperador. E este anunciava a decisão de enviar mais tropas ao Afeganistão, mais mortes, mais destruição, mais dizimação da cultura, da vida. E os lambe-botas, assentindo, extasiados, vendo o dono do mundo, no seu terno vistoso, cuspindo balas. ‘A guerra é fundamental para preservar a paz…’ Que o digam os estadunidenses empobrecidos, os que perderam as casas na crise imobiliária, os que ficaram sem emprego por conta da quebradeira de empresas privadas ‘competitivas’, os que tiveram de ver seu governo investindo um trilhão de dólares para salvar os bancos, enquanto eles mesmos tem de viver em tendas, sem saúde adequada, sem esperança. Que o digam as gentes dos EUA que observam o Nobel da paz gastar dez bilhões de dólares ao ano com a guerra no Iraque, os que vem seus filhos chegar em caixões.

A guerra dos Estados Unidos não é uma Continue lendo ‘A nova(?) vestimenta do imperador’

19
nov
09

Apetite sem fim

Para Israel não há normativos, de qualquer ordem, que façam cessar suas brutalidades e seu desrespeito a tudo o que não seja de seus interesses.

Quanto ao assunto aqui tratado, basta verificar o significado das duas faixas azuis na bandeira do estado judeu: elas representam os rios Nilo e Eufrates. Tudo o que está no meio deles é a terra que entendem deles. Deriva disso, portanto, expansionismo, novas ocupações. E que se dane o resto, pois, afinal de contas, eles se bastam.

Esclareço que o título do texto abaixo, na verdade, não me soa verdadeiro (interessa mais o conteúdo da matéria). Ao contrário, os EUA, sistematicamente, apóiam Israel, de maneira quase incondicional. Portanto, tenho sérias dúvidas se o governo Obama de fato se consternou diante da sanha dos judeus.

Não se pode perder de vista que os palestinos, aliás como dito há alguns anos por Yasser Arafat, não pedem “a Lua“.

EUA ‘consternados’ com aprovação de expansão de assentamentos

Assentamento judeu de Gilo, na região de Jerusalém

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou nesta terça-feira que o governo dos Estados Unidos está ‘consternado’ com a aprovação, pelas autoridades israelenses, da construção de 900 novos condomínios em um assentamento em Jerusalém Oriental.

Segundo Gibbs, a decisão ‘dificulta’ os esforços de paz e a negociação entre israelenses e palestinos.

Nesta terça-feira, ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, anunciou a autorização do projeto para as novas construções no bairro de Gilo – localizado na área conquistada em 1967, anexada ao município de Jerusalém e reclamada pelos palestinos.

‘Estamos consternados com a decisão do Comitê de Planejamento de Jerusalém de levar em frente o processo de aprovação da expansão de Gilo em Jerusalém’, disse Gibbs.

EUA

Essa é a segunda vez em apenas dois meses que o governo do Continue lendo ‘Apetite sem fim’

01
out
09

“Comigo, não!”

Passados 18 longos anos, no dia 18/9/2009, a Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma resolução que critica abertamente o programa nuclear de Israel.

Que Israel possui armas atômicas, inclusive as ditas de “destruição em massa”, não há a menor dúvida.

Claro que o texto da resolução foi apresentado por países árabes.

Além das críticas, o texto pede que Israel se integre no Tratado de Não-Proliferação Nuclear, além de permitir que a AIEA inspecione suas instalações nucleares.

Israel é um dos três únicos países não signatários do tratado, ao lado de Índia e Paquistão, e é consenso que possui o único arsenal nuclear do Oriente Médio, em que pese nunca tenha confirmado ou negado isso.

A aprovação se deu por 49 países-membros da AIEA, sendo certo que 45 votaram contra e 16 se abstiveram (dentre esses últimos, infeliz e inexplicavelmente, o Brasil).

Dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e Rússia votaram a favor. Já a França, Reino Unido e EUA votaram contra a aprovação. Ah, sim, todos os países da União Europeia Continue lendo ‘“Comigo, não!”’

28
jul
09

Sinistro

É impressionante a que ponto, ainda nos tempos mais atuais, pode chegar o “ser humano”.

A sua natureza continua assustadora.

Do UOL Notícias:

16/07/2009 – 18h00

Ex-presidente da Libéria admite uso de caveiras humanas para assustar população

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, disse hoje durante seu julgamento no tribunal de Haia, na Holanda, que não havia nada de errado em mostrar caveiras humanas em bloqueios rodoviários durante o período que levou ao seu golpe de Estado e que esta era uma estratégia para fazer com que as pessoas obedecessem às ordens dos soldados rebeldes.

Em seu terceiro dia de depoimento no Corte Especial para Serra Leoa, Taylor negou a alegação de que seus soldados removiam as vísceras de suas vítimas e amarravam os intestinos nas estradas. A prática foi descrita por um ex-comandante que testemunhou pela promotoria, Joseph ‘Zigzag’ Marzah.

Aos 61 anos, o ex-líder africano responde por 11 acusações de crimes de guerra e contra a humanidade, relacionados a sua participação Continue lendo ‘Sinistro’




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