Archive for the 'Palestinianas' Category

24
jan
11

Não negociável

Estão a pulular notícias acerca de acordos secretos que teriam sido propostos pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), envolvendo concessões impensáveis para o povo palestino.

Qualquer discussão que se pretenda sobre o não-reconhecimento (no mínimo) às fronteiras estabelecidas em 1967 não deve ser levada muito a sério, na medida em que fere a ordem internacional.

Confirmadas as informações, os membros da ANP estarão em maus-lençóis.

De outro lado, se não fizeram ofertas a Israel, generosas e de cunho fundamental, envolvendo temas como refugiados, Jerusalém e lugares santos, cumpriram com sua obrigação.

Independentemente de qualquer coisa, é  importante não perder de vista que o reconhecimento do Estado Palestino não pode ser alcançado negociando o inegociável. Não se pode atingir o fim por qualquer meio, uma prática deplorável.

Aguardemos.

Abaixo, informações navegáveis:

© Cartas de Tiro

Atualização às 19h37

Atualização às 14h – 25/1/11

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28
out
10

Longevidade: mil anos

Linda imagem, retirada no siteLa mesa de luz“. Há ainda outras lá, igualmente espetaculares.

Nazmiyah Zakarna, uma palestina de 85 anos, separa folhas das azeitonas de suas oliveiras, plantadas na vila de Qabatiya, perto de Jenin, Cisjordânia (16/10/2010).

A árvore, seus ramos e frutos, símbolos da luta palestina.

Sempre.

© Cartas de Tiro

03
jun
10

Até quando?

Àqueles que pedem que seja criada uma comissão internacional de investigação precisamos responder que Israel é um Estado democrático independente e não uma república das bananas” (Moshé Yaalon, vice-primeiro-ministro encarregado de Assuntos Estratégicos de Israel, hoje, em declarações a uma rádio. O governo de Israel está dividido quanto à necessidade de investigação internacional sobre o ataque que promoveu a uma flotilha que levava ajuda humanitária à Gaza. A “faixa” sofre bloqueio por parte dos israelenses).

Israel deseja que o inquérito seja conduzido pelo próprio país, mas “aceita”, todavia, que a investigação conte com participação de observadores estrangeiros.

Alguém tem dúvida do resultado dessa investigação?

Há lugar para mais alguém na Terra além de Israel?

© Cartas de Tiro

23
mar
10

Insolência

Israel, como sempre, com suas atitudes de desprezo. A tudo e a todos.

Jerusalém é dos judeus e de mais ninguém, afirma Benjamin Netanyahu, primeiro ministro israelense. Exatamente por isso é que, desrespeitando resoluções internacionais – um hábito -, não para de expandir seus assentamentos ilegais, notadamente naquela cidade.

Como não poderia deixar de ser, os israelenses contam com o apoio dos EUA – escancarado por Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Até mesmo a administração Obama, que vira e mexe faz cara feia para essa aventura irresponsável dos judeus, só faz cara feia mesmo, porque nada de efetivo é adotado para, de fato, impedir o desvario.

Pelosi, a propósito, assume a caricatura do cinismo: “A longa amizade entre os Estados Unidos e Israel se baseia em valores comuns: democracia, pluralismo e liberdade“. Desculpem, mas seria cômico se não fosse trágico. Declaração que possui as indeléveis digitais da mentira.

Democracia? Pluralismo? Liberdade? Quem pratica terrorismo de Estado pode se considerar baluarte desses valores tão caros para a humanidade?

Parece que esse povo não aprendeu nada com o sofrimento a que foi submetido há pouco mais de 70 anos.

Não é preciso dizer mais nada. A reportagem do Portal Vermelho fala por si.

Netanyahu desafia palestinos: ‘Jerusalém é nossa capital’

O primeiro ministro israelense, Benyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (22), em Nova York, que a cidade de Jerusalém ‘não é um assentamento, é nossa capital’, completando que seu país pretende construir mais 50 mil casas na cidade ocupada.

Às vésperas da reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama, Netanyahu pronunciou o desafiante discurso na reunião anual do Aipac, o lobby judeu sionista nos Estados Unidos. Ali, afirmou que ‘o povo judeu construía Jerusalém há 3 mil anos e o povo judeu constrói Jerusalém hoje. Jerusalém não é um assentamento, é nossa capital’, desafiou.

‘Esforço’ de paz afunda

A expansão dos assentamentos ilegais israelenses foi motivo de irritação na administração americana, a partir do momento que Israel anunciou a construção de 1,6 mil casas em um assentamento ilegal na cidade, o que destruiu possibilidades de diálogo com os palestinos.

Horas antes da chegada de Netanyahu a Washington, o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, foi autorizado a dizer que serão construídas 50 mil casas na região tomada dos palestinos em 1967.

Recado dado

‘Cerca de 30% dessas casas serão construídas em bairros onde moram árabes, embora eu não apóie essa divisão, que pretende traçar uma linha entre as áreas ocidental e oriental da cidade. Jerusalém é uma cidade unida, uma capital sob soberania israelense’, insistiu Barkat em uma entrevista à rede britânica de televisão Sky News.

‘Podemos até negociar acordos com os palestinos e ser flexíveis em outras questões, mas não com relação a Jerusalém… o conceito de congelamento (da construção de assentamentos judeus em Jerusalém Oriental) é algo que não aceito e que jamais aceitarei’, aferrou-se o prefeito.

Congresso ao lado de Israel

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, assegurou nesta terça-feira (23) ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que o Congresso está ‘ao lado de Israel’, durante a visita do premiê à casa legislativa americana.

‘Nós, do Congresso, estamos ao lado de Israel. Esse é um ponto que está acima das divisões partidárias’, afirmou Pelosi, na presença do chefe da minoria republicana, John Boehner, ao receber Netanyahu no Capitólio.

‘A longa amizade entre os Estados Unidos e Israel se baseia em valores comuns: democracia, pluralismo e liberdade. E em desejos comuns de paz e segurança para nossas crianças’, abstraiu Pelosi.

A recepção dada a Netanyahu no Congresso mostra mais uma vez que Continue lendo ‘Insolência’

21
dez
09

Um palestino

[palestina+vencerá.jpg]

Aproveito a imagem – em tudo significativa – para desejar a vocês, amigas e amigos do blog (que comentam ou apenas visitam) hoje, em 2010 e sempre, tudo o que de melhor possa existir neste mundo muito louco.

Verdadeiramente, vocês me tornam uma pessoa mais feliz. Muito obrigado!

Informo também que o blog entrará num justo recesso. E que retornará à ativa a partir de 4/1.

Até lá.

Beijo forte pra vocês, indistintamente! Feliz Natal!

© Cartas de Tiro

19
nov
09

Apetite sem fim

Para Israel não há normativos, de qualquer ordem, que façam cessar suas brutalidades e seu desrespeito a tudo o que não seja de seus interesses.

Quanto ao assunto aqui tratado, basta verificar o significado das duas faixas azuis na bandeira do estado judeu: elas representam os rios Nilo e Eufrates. Tudo o que está no meio deles é a terra que entendem deles. Deriva disso, portanto, expansionismo, novas ocupações. E que se dane o resto, pois, afinal de contas, eles se bastam.

Esclareço que o título do texto abaixo, na verdade, não me soa verdadeiro (interessa mais o conteúdo da matéria). Ao contrário, os EUA, sistematicamente, apóiam Israel, de maneira quase incondicional. Portanto, tenho sérias dúvidas se o governo Obama de fato se consternou diante da sanha dos judeus.

Não se pode perder de vista que os palestinos, aliás como dito há alguns anos por Yasser Arafat, não pedem “a Lua“.

EUA ‘consternados’ com aprovação de expansão de assentamentos

Assentamento judeu de Gilo, na região de Jerusalém

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou nesta terça-feira que o governo dos Estados Unidos está ‘consternado’ com a aprovação, pelas autoridades israelenses, da construção de 900 novos condomínios em um assentamento em Jerusalém Oriental.

Segundo Gibbs, a decisão ‘dificulta’ os esforços de paz e a negociação entre israelenses e palestinos.

Nesta terça-feira, ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, anunciou a autorização do projeto para as novas construções no bairro de Gilo – localizado na área conquistada em 1967, anexada ao município de Jerusalém e reclamada pelos palestinos.

‘Estamos consternados com a decisão do Comitê de Planejamento de Jerusalém de levar em frente o processo de aprovação da expansão de Gilo em Jerusalém’, disse Gibbs.

EUA

Essa é a segunda vez em apenas dois meses que o governo do Continue lendo ‘Apetite sem fim’

01
out
09

“Comigo, não!”

Passados 18 longos anos, no dia 18/9/2009, a Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma resolução que critica abertamente o programa nuclear de Israel.

Que Israel possui armas atômicas, inclusive as ditas de “destruição em massa”, não há a menor dúvida.

Claro que o texto da resolução foi apresentado por países árabes.

Além das críticas, o texto pede que Israel se integre no Tratado de Não-Proliferação Nuclear, além de permitir que a AIEA inspecione suas instalações nucleares.

Israel é um dos três únicos países não signatários do tratado, ao lado de Índia e Paquistão, e é consenso que possui o único arsenal nuclear do Oriente Médio, em que pese nunca tenha confirmado ou negado isso.

A aprovação se deu por 49 países-membros da AIEA, sendo certo que 45 votaram contra e 16 se abstiveram (dentre esses últimos, infeliz e inexplicavelmente, o Brasil).

Dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e Rússia votaram a favor. Já a França, Reino Unido e EUA votaram contra a aprovação. Ah, sim, todos os países da União Europeia Continue lendo ‘“Comigo, não!”’




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