Archive for the 'Música' Category

02
out
10

O que é o fado

Há três frases desse fado que nunca mais esqueci.

Amália Rodrigues, que cantou como poucas, como poucos.

É ela quem diz: “Almas vencidas / Noites perdidas / Sombras bizarras”.

Precisa mais?

“Tudo isto é fado” (Aníbal Nazaré e F. Carvalho)

Amália ao vivo:

Versão estúdio:

"Perguntaste-me outro dia
Se eu sabia o que era o fado
Eu disse que não sabia
Tu ficaste admirado
Sem saber o que dizia
Eu menti naquela hora
E disse que não sabia
Mas vou-te dizer agora

Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na mouraria
Canta um rufia
Choram guitarras
Amor ciúme
Cinzas e lume
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Se queres ser meu senhor
E teres-me sempre a teu lado
Não me fales só de amor
Fala-me também do fado
É canção que é meu castigo
Só basceu p'ra me perder
O fado é tudo o que eu digo
Mais o que eu não sei dizer"

© Cartas de Tiro
12
jun
10

Amor incondicional

Não é preciso falar muito mais qualquer coisa.

Amor.

(A canção: “I don’t know how to love him” [informações em inglês])

© Cartas de Tiro

08
mar
10

O que penso de todas vocês

Tomando emprestada a idéia de Vinicius, vocês, mulheres, na sua incalculável imperfeição, são a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

A minha admiração por vocês é absoluta.

E hoje é apenas a coroação dos outros 364 dias do ano, que são todos e sempre seus.

Rosa (Pixinguinha/Otavio de Souza)

Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
“.

© Cartas de Tiro

27
fev
10

Me dê! Nos dê!

Na semana do seu aniversário (67 anos), nada melhor do que matar um pouco as saudades.

Genialidade em estado puro.

A simples existência de George tornava o mundo bem melhor.

Clique aqui para a letra da canção.

E aqui, os dados do disco “Living in the material world” (1973).

© Cartas de Tiro

09
out
09

La Higuera

wikipedia.org (Marcos Brindicci/Reuters) (Domínio Público)

Canto Latino (Milton Nascimento/Ruy Guerra – do disco “Milton”, 1970)

Letra

————————————————————–

Cancion por la Unidad de Latino América (Pablo Milanes/Chico Buarque, do disco “Clube da Esquina 2”, de Milton Nascimento, 1978)

Letra

© Cartas de Tiro

04
out
09

La Negra Haydée

(Volver a los Diecisiete – Violeta Parra)

[Interpretação inesquecível de Mercedes Sosa e Milton Nascimento – Disco “Geraes”, de Milton Nascimento – 1976]

Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como decifrar signos sin ser sabio competente,
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.

El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros,
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero.

De par en par la ventana se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto como una tibia mañana
Al son de su bella diana hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín al cielo le puso aretes
Mis años en diecisiete los convirtió el querubín
“.

 

Show de Mercedes Sosa com Maria Rita, no Credicard Hall (SP), em 4/4/2007 (João Macruz/Arquivo Pessoal). Foi um privilégio. Inesquecível.

© Cartas de Tiro

29
ago
09

2º comentário a um post

E aqui o post, do blog de Edu Pedrasse.

© Cartas de Tiro




Utilidade Pública

EFEMÉRIDE

Temas

Imagem que conta…

Siga o Cartas de Tiro no Twitter

junho 2017
S T Q Q S S D
« jan    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

RSS Brasiliana

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

Posts mais lidos

RSS Notícias

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.

Leitores por aí

Até o fim!


%d blogueiros gostam disto: