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Insolência

Israel, como sempre, com suas atitudes de desprezo. A tudo e a todos.

Jerusalém é dos judeus e de mais ninguém, afirma Benjamin Netanyahu, primeiro ministro israelense. Exatamente por isso é que, desrespeitando resoluções internacionais – um hábito -, não para de expandir seus assentamentos ilegais, notadamente naquela cidade.

Como não poderia deixar de ser, os israelenses contam com o apoio dos EUA – escancarado por Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Até mesmo a administração Obama, que vira e mexe faz cara feia para essa aventura irresponsável dos judeus, só faz cara feia mesmo, porque nada de efetivo é adotado para, de fato, impedir o desvario.

Pelosi, a propósito, assume a caricatura do cinismo: “A longa amizade entre os Estados Unidos e Israel se baseia em valores comuns: democracia, pluralismo e liberdade“. Desculpem, mas seria cômico se não fosse trágico. Declaração que possui as indeléveis digitais da mentira.

Democracia? Pluralismo? Liberdade? Quem pratica terrorismo de Estado pode se considerar baluarte desses valores tão caros para a humanidade?

Parece que esse povo não aprendeu nada com o sofrimento a que foi submetido há pouco mais de 70 anos.

Não é preciso dizer mais nada. A reportagem do Portal Vermelho fala por si.

Netanyahu desafia palestinos: ‘Jerusalém é nossa capital’

O primeiro ministro israelense, Benyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (22), em Nova York, que a cidade de Jerusalém ‘não é um assentamento, é nossa capital’, completando que seu país pretende construir mais 50 mil casas na cidade ocupada.

Às vésperas da reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama, Netanyahu pronunciou o desafiante discurso na reunião anual do Aipac, o lobby judeu sionista nos Estados Unidos. Ali, afirmou que ‘o povo judeu construía Jerusalém há 3 mil anos e o povo judeu constrói Jerusalém hoje. Jerusalém não é um assentamento, é nossa capital’, desafiou.

‘Esforço’ de paz afunda

A expansão dos assentamentos ilegais israelenses foi motivo de irritação na administração americana, a partir do momento que Israel anunciou a construção de 1,6 mil casas em um assentamento ilegal na cidade, o que destruiu possibilidades de diálogo com os palestinos.

Horas antes da chegada de Netanyahu a Washington, o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, foi autorizado a dizer que serão construídas 50 mil casas na região tomada dos palestinos em 1967.

Recado dado

‘Cerca de 30% dessas casas serão construídas em bairros onde moram árabes, embora eu não apóie essa divisão, que pretende traçar uma linha entre as áreas ocidental e oriental da cidade. Jerusalém é uma cidade unida, uma capital sob soberania israelense’, insistiu Barkat em uma entrevista à rede britânica de televisão Sky News.

‘Podemos até negociar acordos com os palestinos e ser flexíveis em outras questões, mas não com relação a Jerusalém… o conceito de congelamento (da construção de assentamentos judeus em Jerusalém Oriental) é algo que não aceito e que jamais aceitarei’, aferrou-se o prefeito.

Congresso ao lado de Israel

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, assegurou nesta terça-feira (23) ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que o Congresso está ‘ao lado de Israel’, durante a visita do premiê à casa legislativa americana.

‘Nós, do Congresso, estamos ao lado de Israel. Esse é um ponto que está acima das divisões partidárias’, afirmou Pelosi, na presença do chefe da minoria republicana, John Boehner, ao receber Netanyahu no Capitólio.

‘A longa amizade entre os Estados Unidos e Israel se baseia em valores comuns: democracia, pluralismo e liberdade. E em desejos comuns de paz e segurança para nossas crianças’, abstraiu Pelosi.

A recepção dada a Netanyahu no Congresso mostra mais uma vez que a ‘crise’ entre as duas administrações, nos últimos quinze dias, não passou de teatro e hipocrisia. Desejasse, de fato, resolver o conflito entre israelenses e palestinos, a administração americana retiraria seu apoio a Israel e exigiria — como faz com aqueles que não são seus aliados — o cumprimento da legalidade internacional.

Nabil Abu Rdainah, assessor do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse nesta terça-feira que os esforços dos Estados Unidos para promover conversações de paz indiretas com Israel devem fracassar, a menos que Washington garanta a paralisação completa das obras israelenses nos assentamentos.

Rdainah disse que a reunião entre Obama e Netanyahu precisa produzir como resultado o ‘compromisso israelense e garantias americanas para congelar os assentamentos. De outra forma, os esforços americanos permanecem sob risco’.

Segundo ele, as últimas declarações de Netanyahu não ajudariam os esforços norte-americanos. Sob pressão dos EUA e dos aliados árabes, os palestinos concordaram em conversar indiretamente com Israel, rompidas pelos judeus desde o final de 2008.

No entanto, a pressão não surtiu efeito no lado de lá. Ou, se surtiu, foi contrário. Durante visita do vice-presidente americano Joe Biden a Israel, há duas semanas, o governo local anunciou planos para construção das novas casas em terras árabes.

A decisão irritou a administração americana, fazendo com que a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, chegasse a dizer que a declaração era um ‘insulto’. O teatro foi interpretado por alguns como uma ‘crise’ entre os dois estados, mas revela-se apenas como uma mudança tática em relação à questão da paz no Oriente Médio, não compartilhada pela administração israelense.

‘O que Netanyahu disse não ajuda os esforços americanos e não servirá aos esforços do governo americano para promover as negociações indiretas entre as partes’, considerou Abu Rdainah.

‘Jerusalém Oriental é a capital do Estado da Palestina e é a única forma de assinar qualquer acordo de paz em qualquer tempo. As declarações de Netanyahu são uma evidência clara de que ele não quer a volta de nenhuma negociação séria’, finalizou.

Da redação, com agências“.

© Cartas de Tiro

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