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Depois disso, o apedrejamento?

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10 Responses to “Depois disso, o apedrejamento?”


  1. 1 Luciana
    novembro 10, 2009 às 10:52

    Sensacional!
    Agora, por qual razão os “fiscais de disciplina” não contornaram a selvageria daqueles alunos?
    Saia curta, não pode. Comportamento como animais, pode.
    Otários.

    • novembro 10, 2009 às 14:35

      Trata-se da demonização da vítima…

      É mais fácil. Afinal, reconhecer, por exemplo, os próprios recalques é coisa pra anos de terapia, coisa que esses trogloditas nem sabem exatamente o que é…

  2. novembro 11, 2009 às 11:44

    Bom dia, João!

    Talvez, um auto-apedrejamento para cada um envolvido nesse episódio,se é que isso é possível.
    Por que nessa história não há um culpado. Todos cometeram erros primários que não precisariam ser transformados nessa vergonha.
    A mocinha deveria vestir-se de acordo com o contexto, isto é a mini-saia poderia ser usada na balada pós-aula.
    Os coleguinhas dela , cansados de ver exposição de corpos femininos na mídia e no cotidiano, poderiam ter considerado aquilo apenas “mais uma”.
    A universidade ( com minúscula )deveria ter o papel de mediadora e não teria perdido a chance de mostrar-se um órgão voltado para a Educação.(será que é? $$$$$$$$)
    A mídia fez o papel dela : espetacularizar um episódio grotesco.
    E nós , leitores ,estarrecidos mais uma vez,somos impotentes diante de situações como essas e outras desse naipe.
    Lamentável.

    Beijos.

    • novembro 12, 2009 às 09:12

      Gizelda, bom dia!

      esse triste episódio chama minha atenção por alguns pontos: a absoluta incompetência da universidade (universidade?) em lidar com uma situação extrema de crise, optando, num primeiro momento, pela expulsão da aluna (que só foi revertida, segundo o próprio dono de$$e e$tabelecimento, porque a repercussão da medida extrema foi “negativa”); além disso, as cenas de selvageria proporcionada pelo corpo discente, perseguindo e execrando a aluna, porque ela “não sabia se comportar”, “sempre se comportou como uma vagabunda”, “sempre usou roupas provocantes” e outras frases mais que indicam um moralismo “de chorar”, só comparável às chamadas “senhoras de Santana”.

      Veja só: não compreendo a aluna como uma santinha, decerto que não. Mas acho que ela foi mais vítima do exagero; afinal, são inúmeras as mocinhas (e mocinhos) que, no ambiente universitário, por se “acharem”, acabam sendo provocantes. Isso é vulgar, sem dúvida, mas a vida acaba ensinado. A vida, e não um bando de marmanjos e marmanjas (sei lá se existe esse feminino) que, nas suas casas, devem possuir e acessar material de conteúdo bem mais condenável.

      Mais uma vez Einstein acerta: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta“.

      Beijo.

      • novembro 12, 2009 às 21:54

        Me permitam aqueles trafegam por este blog colocar um link (clique “aqui“), da Revista Caros Amigos, de um texto excepcional sobre a questão, de autoria de Maria Rita Kehl. O conteúdo, como se diz por aí, possui precisão cirúrgica.

  3. novembro 13, 2009 às 00:09

    Oi, João.

    Boa noite!
    Primeiro Einstein:melhor definição impossível.

    Em segundo: para mim todas as atitudes errôneas começam aqui :
    “No entanto, o fato de ela ter sido a vítima no episódio bárbaro da Uniban não nos poupa de também criticar a falta de noção da moça. Existem convenções de comportamento, aparência etc. que não são exatamente morais, mas ajudam a clarear o que se espera das pessoas em determinados ambientes. Ninguém vai a uma recepção de gala usando bermuda e camiseta a não ser que queira escandalizar, certo? Ninguém vai à faculdade de biquini porque chamaria tanta atenção que dificultaria o andamento das aulas. Será que os rapazes ficam sem camiseta na classe nos dias de calor, por exemplo? Se a Geisy tinha uma festa mais tarde poderia ter levado o vestido na bolsa e trocado depois das aulas, mas, pelo depoimento dela, me parece que a moça não tem a menor noção da diferença entre, por exemplo, a faculdade e a balada.”
    Maria Rita Kehl( parte de uma análise perfeita, porque não há moralismo, mas constatação)

    A partir daí, a reação em cadeia : alunos(?)desvairadamente machistas, uma universidade sem direção (literalmente)e uma polêmica que acaba por mostrar o que sempre se soube : em civilidade e educação estamos engatinhando.
    Beijão.

    • novembro 13, 2009 às 11:47

      Amiga minha, bom dia!

      Primeiro, deixa eu te dizer: ter um blog, um espaço para discutir idéias, fica muito mais gostoso com a participação de pessoas com o seu gabarito, que tece comentários como o que agora respondo. Muito obrigado!

      Segundo, concordo que estamos apenas engatinhando em quesitos básicos a qualquer sociedade que queira ser, vamos dizer, minimamente “civilizada”.

      E também acho – aliás, disse isso no meu primeiro comentário – que a aluna errou, sim. Errou: ou porque quis se mostrar; ou porque tem QI “de craca” etc. Creio que não importa o motivo, na verdade.

      O que entendo é que, mesmo errando, não poderia ter sido vítima da selvageria a que foi submetida (inclusive com o aval desse centro de mercancia que é e$$a tal de uniban). Selvageria praticada por um turbilhão de insanos, que carregou também o estandarte de um moralismo falso, indigno e anacrônico.

      Não sei, mas me parece óbvio que essa moça já incomodava aquele público antes do episódio; o minivestido foi só a gota d’água.

      Pinço também um trecho do perfeito texto de Maria Rita Kehl:

      Só que a Universidade – a Escola, em geral – é uma instituição muito desmoralizada atualmente e ela [Geisy] se achou no direito de quebrar a convenção de um certo decoro no ambiente de estudo. É grave? Não. Merecia o que aconteceu? Absolutamente. Só quero dizer que ela [Geisy] me pareceu, em sua posição isolada, tão tonta e tão alienada quanto a turba que não soube dar uma expressão civilizada ao seu descontentamento. Isto, do ponto de vista da alienação. Do ponto de vista da gravidade do comportamento, nem se compara: a turba foi fascista e teria cometido um crime talvez bárbaro, se os tais seguranças não tivessem finalmente decidido agir. A Geisy não fez nada disso, foi só meio sem noção.

      De uma forma ou de outra, é sempre do velho superego que se trata. A moral tradicional explodiu na Uniban com a fúria do retorno do recalcado, aliada ao que? Ao velho comando a favor do gozo, do qual os jovens hoje vivem perigosamente perto demais. A condenação de ‘puta, vagabunda’, alia-se ao desejo de ‘lincha, estupra’. São duas faces da mesma moeda, ‘goza/não goza’, Kant e Sade de mãos dadas, tornados ambos mais cruéis na proporção direta do desprestígio do pensamento na sociedade atual. A conclusão ficaria por conta de Hannah Arendt: quando o pensamento torna-se supérfluo, abre-se o caminho para a banalidade do mal.”

      Olha, acho que nós não estamos divergindo (e se estivéssemos, não haveria o menor problema, claro). Talvez – friso, talvez – estejamos dando peso distinto às questões aqui tratadas.

      Beijo grande.

  4. 8 JC
    novembro 14, 2009 às 02:06

    Essas histórias amplamente abordadas pela mídia sempre me deixam com o pé atrás.

    Parece-me que é consenso nacional que a atitude da Uniban/alunos no episódio foi exagerada, bárbara, absurda etc. Ninguém parece discordar disso. Então, por que a Uniban (aparentemente) discorda? O que a faculdade e seus alunos têm de tão diferente do resto do país?

    Não sei, às vezes tenho a impressão de que podemos estar julgando sem ter acesso a todos os fatos. Acho que tem mais aí do que simplesmente uma moça andando de vestido curto.

    Não estou tentando defender nem acusar ninguém, é só uma observação de cima do muro. rs

    • novembro 14, 2009 às 18:13

      JotaCê

      existe uma chance de ter mais coisa que a gente desconheça.

      Mas, independente disso, creio que a uniban e a sua alunada estejam sim isolados em suas posições.

      E aí eu perguntaria: será que o “resto do país” está errado e só eles estão certos? Pode ser, claro… mas…

      Abração e obrigado pela presença e comentário!

  5. dezembro 1, 2009 às 18:53

    João, concordo com o JC…
    O resto do país não estava lá, pode ter tanta coisa além do que vemos!
    Bom, fico só nas possibilidades mesmo, não cabe a mim julgar ninguém.
    Mas, de fato, faltou uma dose de “noção”. Faltou para a garota, para a unversidade e para os alunos.
    Não aprovo a atitude de nenhum deles.

    Beijinhos.


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