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Perigo

Teme, Adso, os profetas e os que estão dispostos a morrer pela verdade, pois de hábito levam à morte muitíssimos consigo, freqüentemente antes de si, às vezes em seu lugar” (Umberto Eco, “O NOME DA ROSA”).

© Cartas de Tiro

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6 Responses to “Perigo”


  1. outubro 22, 2009 às 15:17

    e eu AINDA não li esse livro!

  2. outubro 22, 2009 às 20:22

    “Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
    Dando porrada na nuca de malandros pretos
    De ladrões mulatos
    E outros quase brancos
    Tratados como pretos
    Só pra mostrar aos outros quase pretos
    (E são quase todos pretos)
    E aos quase brancos, pobres como pretos
    Como é que pretos, pobres e mulatos
    E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados.”

    Haiti – Caetano Veloso/Gilberto Gil

  3. outubro 22, 2009 às 21:52

    O labirinto está sempre à espreita. E se não este, a “morte” – mencionada no excerto. No mundo da informação, a princípio, não há uma morte física. Contudo, a morte de uma idéia, de um pensamento, de um desejo é tão ou mais perversa que aquela. Para tantos de nós que estamos entre a ingenuidade de Adso de Melk e a argúcia brilhante de William de Baskerville… mentira e verdade jogam um jogo tautológico… similia similibus curantur.

    Outra obra imperdível,João.

    Bjs.

    • outubro 22, 2009 às 23:01

      Giselda

      as suas palavras acabam por me “obrigar” a complementar o excerto – está aí a questão:

      (…) Jorge cumpriu uma obra diabólica porque amava tão lubricamente a sua verdade, a ponto de ousar tudo para destruir a mentira. Jorge temia o segundo livro de Aristóteles porque este talvez ensinasse realmente a deformar o rosto de toda verdade, a fim de que não nos tornássemos escravos de nossos fantasmas. Talvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, fazer rir a verdade, porque a única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade“.

      Só posso lhe agradecer muito pelo seu brilhante comentário.

      Outros beijos.

  4. outubro 24, 2009 às 10:54

    Meu caríssimo João…

    Esse adendo poderia propiciar uma discussão infinita. Afinal, não é todo dia que se encontra um texto capaz de nos levar de Aristóteles a Conan Doyle, passando por Jorge Luís Borges.

    De qualquer maneira, obrigada por tê-lo colocado aqui. Gerou momentos de reflexão e, sobretudo, de reencontro com o prazer do já conhecido. Acho que estou precisando relê-lo.

    Segundo Nelson Rodrigues :
    “Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos.”

    Bom fim de semana. Bjs.


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