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Praticamente chance “zero”

Aqui, um artigo complementar ao de Uri Avnery (“Obama não está para piscadelas“, conforme o postShalom?!“, no blog de Edu Pedrasse).

Decididamente, o nazi-sionismo é a marca de Benjamin Netanyahu e do Estado de Israel.

Diretamente do Vi o Mundo:

PALESTINOS, DÊEM ADEUS À PAZ

Atualizado em 14 de junho de 2009 às 23:20 | Publicado em 14 de junho de 2009 às 23:03

No sábado, dia 13, Uri Avnery publicou o artigo Obama não está para piscadelas, cuja tradução o Viomundo colocou no ar agora à noite. Avnery disse que, neste domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria de escolher um dentre três caminhos: ou adotar a via de uma colisão frontal com os EUA; ou promover mudança total na política do seu governo em Israel; ou renunciar. Netanyahu não optou pelos dois últimos.

por Mohamad Shmaysani, TV Al-Manar, Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falou claro. Obama, Israel não é servo dos EUA; Mitchell, seus esforços são inúteis; palestinos, jamais haverá Estado palestino; refugiados palestinos, não voltarão a viver em sua terra.

Em aguardado discurso sobre políticas de Israel para a Região, na Universidade de Bar Ilan, Netanyahu expôs as condições de Israel para a paz na Região.

‘Sempre lutamos pela paz’, Netanyahu começou. ‘Todos os profetas judeus sempre sonharam com a paz. Saudamos todos com a palavra Shalom, ‘paz’. Em nossas orações rezamos pela paz e todas terminam com a palavra ‘paz’.

Em seguida disse que está de acordo com que se crie um Estado palestino, que será Estado desmilitarizado, de palestinos que reconheçam o caráter sionista do ‘Estado judeu’ – condição que até o presidente Mahmud Abbas, do partido Fatah, já rejeitou, tanto quanto outras facções palestinas.

‘Se Israel tiver garantias de que o Estado palestino será desmilitarizado e de que os palestinos reconhecem Israel como Estado do povo judeu, então, sim, chegaremos a uma solução de Dois Estados, com um Estado Palestino desmilitarizado, junto às fronteiras de Israel’ – disse Netanyahu.

‘Não haverá armas em território palestino, nem controle do espaço aéreo, não haverá importação de armas, não haverá qualquer possibilidade de aliança entre os palestinos e o Iran ou o Hizbóllah.’ ‘Para que haja paz, é preciso coragem e honestidade dos dois lados. Os palestinos que digam ‘Basta de guerra. Reconhecemos que Israel tem direito à existência e, sim, queremos conviver com Israel.’

‘Infelizmente, nem os palestinos moderados aceitarão essa exigência simples – reconhecer que Israel existe, reconhecer o Estado nacional judeu, reconhecer que essa é a realidade imutável.’

‘Que os palestinos reconheçam publicamente que Israel é Estado-nação judeu e dos judeus é prerrequisito para a paz na Região’ – prosseguiu Netanyahu. Em seguida, conclamou todos a ‘iniciar imediatamente conversações com vistas à paz e sem precondições’ (?).

‘Conclamo nossos vizinhos palestinos e a liderança da Autoridade Palestina: iniciemos imediatamente negociações de paz, sem precondições. Israel é signatário de acordos internacionais e espera que todas as demais nações, partidos e grupos cumpram seus deveres e obrigações.’

Não se sabe que ‘paz’ será possível, entre um Estado super militarizado, potência nuclear, Estado que fez de seus F-15 sua mais perfeita tradução… e uma Palestina sem direitos, sem fronteiras, sem armas e sem (nem) Estado.

Há ‘amplo consenso internacional’ quanto à questão dos refugiados – ou, pelo menos, é o que pensa Netanyahu. Para ele, ‘esse problema humanitário’ tem solução fácil. Mas nenhum descendente de refugiados palestinos será assentado em território de Israel.

Para os palestinos, o discurso de Netanyahu torpedeou quaisquer chances de paz – é notícia da agência AFP, citando Nabil Abu Rudeina, porta-voz de Abbas. O Hamás respondeu imediatamente ao discurso, através de Fawzi Barhum, também entrevistado pela AFP: ‘Foi discurso racista e extremista, perfeita imagem do racismo extremista de Netanyahu. Esse discurso afirma a política do governo israelense, de usar os palestinos como escudo humano para proteger a ocupação.’

O artigo original, em inglês, pode ser lido aqui“.

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2 Responses to “Praticamente chance “zero””


  1. junho 18, 2009 às 12:19

    O Irã não vai deixar barato.
    A Rússia não ficará impassível.
    O EUA (como sempre) vão entrar por interesses.
    Está estalada a espoleta do Armagedon

    Por nós? não há nada a fazer por eles… Nossa diplomacia é cordata.

    Cuidemos dos nossos “palestinos”, que são a imensa maioria da população, e que vão ficando fora dos muros cercados dos condomínios, verdadeiras maquetes grotescas da Faixa de Gaza….

    Enquanto a Gestapo espanca professores na USP….

    E a Anonimatrix rolando….

    Tudo certo como dois e dois são 5


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