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Saúde ou fé?

Blog “Luis Fernando Correia“, post datado de 21/5/2009:

QUAL O LIMITE DA PROTEÇÃO.

Um garoto de 13 anos está com câncer e fugindo da polícia com sua mãe, nos Estados Unidos.

Daniel Hauser teve um Linfoma de Hodgkin diagnosticado em janeiro desse ano, depois de sentir dores no peito.

O linfoma de Hodgkin é um tumor maligno que tem tratamento conhecido e com bons resultados, quando iniciado a tempo.

O tratamento ideal para esse tipo de tumor são sessões de quimioterapia e eventualmente complementação com radioterapia.

Depois das primeiras sessões de quimioterapia a família do jovem interrompeu o tratamento e não retornou mais ao hospital.

Os médicos apelaram para a justiça estadual que realizou uma audiência em 15 de maio para avaliar a situação.

A mãe do garoto declarou ser contra a quimioterapia por razões religiosas. A família faz parte de uma seita que segue orientações indígenas e que não admite medicações que ataquem o corpo humano.

O rapaz está sendo tratado com ervas e vitaminas. A mãe diz que a quimioterapia seria um veneno para o filho.

Os médicos por outro lado explicaram que o tumor de Daniel tem mais de 90% de chances de ser curado e ele tem somente 5% de probabilidade de sobreviver sem o tratamento.

O juiz ordenou que uma avaliação radiológica fosse feita e os raios-x mostraram que o tumor de Daniel voltou a crescer após o tratamento inicial e está pior do que em Janeiro.

Mãe e filho faltaram a audiência marcada para 19 de maio e o juiz emitiu uma ordem de prisão para a mãe, caracterizando o quadro como negligência médica.

As últimas notícias dão conta de que os dois estariam fugindo em direção ao México.

O caso não é inédito nos Estados Unidos e curiosamente os outros episódios também aconteceram com Linfomas de Hodgkin. O tumor atinge adultos jovens e adolescentes que por isso são legalmente dependentes dos pais.

A discussão é até que ponto a vontade dos pais de um menor pode impedir a um tratamento médico que pode salvar a  vida dessa criança.

Qual o papel do estado em proteger as crianças e qual é o limite para essa proteção.

As dúvidas da sociedade são criadas pelo avanço tecnológico e surgem mais rapidamente do que as leis.

Todos nós devemos pensar que em sociedade queremos viver para que esse consenso possa chegar até a justiça através de novas leis se for o caso“.

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3 Responses to “Saúde ou fé?”


  1. 1 Ziri
    junho 5, 2009 às 21:31

    Olhe meu amigo acho que quem está mais doente é a mãe desta criança.Totalmente fora da realidade.
    Somente a lei pra resolver isto.Quem essa louca pensa que é?

    Abraços!!

  2. junho 5, 2009 às 23:17

    Ziri, meu caro

    penso exatamente como você.

    A criança é sempre o lado mais vulnerável.

    Mais desprotegida.

    Trata-se do futuro, com o que não se pode prevaricar, se descuidar…

    Nem em nome da religião, ou da fé.

    E ponto final.

  3. junho 7, 2009 às 22:08

    Morfina.
    Dos dois lados.


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