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No encalço de Cristo

De acordo com uma visão (sem dúvida ocidentalizada), a foto abaixo retrata a encenação da caça e prisão de Jesus, em Jerusalém (pelos “farricocos”, representando os soldados romanos).

Trata-se da “Procissão do Fogaréu”, que se inicia às 23h59 da “Quarta-feira das Trevas”. É uma festa religiosa de origem européia que foi trazida para o Brasil no século XVIII. Os primeiros registros de sua realização, na semana santa, na Cidade de Goiás (ou Goiás Velho/GO, antiga capital daquele Estado, município que é patrimônio cultural da humanidade) datam de 1745.
(Apenas um parêntese: leiam “Asterix na Hispânia” [traduzido para o português]. Ali, em 50 a.C. (!), ocorrem procissões de encapuzados. E aqui o fecho)

Vale reproduzir as informações do “Última Parada“:

A essa hora, na frente da Igreja da Nossa Senhora da Boa Morte, ponto de partida do trajeto, uma multidão aguarda o começo da caminhada.

Entre eles, estão 40 homens altos, encapuzados, vestindo túnicas  reluzentes que estendem suas tochas mais alto do que qualquer outra das 500 tochas que foram distribuídas para a multidão. Eles são os farricocos, os grandes protagonistas da perseguição e prisão de Jesus.

À meia-noite, ninguém mais perceberá a arquitetura colonial das casas do centro histórico da cidade, pois todas as luzes são apagadas e a única coisa a iluminar o caminho são as tochas. É nesse momento que a procissão realmente começa.

Os fiéis e curiosos vão andar por cerca de uma hora, até chegar ao seu destino final: a Igreja de São Francisco. A única parada do percurso acontece na Igreja do Rosário, onde está montada uma representação da última ceia. A encenação é toda feita ao som de músicas do século 19“.

Eraldo Peres - 8 - photoagencia.com.br

Mais fotos aqui.

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2 Responses to “No encalço de Cristo”


  1. abril 13, 2009 às 14:50

    Vi, de relance, esses dias, na TV.

    Na hora me lembrou a Ku Kux Klan…

    • abril 13, 2009 às 20:26

      Sem dúvida, a associação é imediata.

      Mas sabemos que as aparências enganam, não é?

      Afinal, na verdade, foi a Klan que se utilizou do modelo, e com fins pouco republicanos, na medida em que utilizam o capuz para encobrir a identidade de criminosos.

      Já os nossos farricocos – e vale o mesmo raciocínio para os “nazarenos” (ou penitentes) espanhóis – são simbologia religiosa pura.

      São belíssimas as fotos, por exemplo, em Úbeda.


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