
Carlos Latuff
© Cartas de Tiro

Carlos Latuff
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Israel, como sempre, com suas atitudes de desprezo. A tudo e a todos.
Jerusalém é dos judeus e de mais ninguém, afirma Benjamin Netanyahu, primeiro ministro israelense. Exatamente por isso é que, desrespeitando resoluções internacionais – um hábito -, não para de expandir seus assentamentos ilegais, notadamente naquela cidade.
Como não poderia deixar de ser, os israelenses contam com o apoio dos EUA – escancarado por Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Até mesmo a administração Obama, que vira e mexe faz cara feia para essa aventura irresponsável dos judeus, só faz cara feia mesmo, porque nada de efetivo é adotado para, de fato, impedir o desvario.
Pelosi, a propósito, assume a caricatura do cinismo: “A longa amizade entre os Estados Unidos e Israel se baseia em valores comuns: democracia, pluralismo e liberdade“. Desculpem, mas seria cômico se não fosse trágico. Declaração que possui as indeléveis digitais da mentira.
Democracia? Pluralismo? Liberdade? Quem pratica terrorismo de Estado pode se considerar baluarte desses valores tão caros para a humanidade?
Parece que esse povo não aprendeu nada com o sofrimento a que foi submetido há pouco mais de 70 anos.
Não é preciso dizer mais nada. A reportagem do Portal Vermelho fala por si.
O primeiro ministro israelense, Benyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (22), em Nova York, que a cidade de Jerusalém ‘não é um assentamento, é nossa capital’, completando que seu país pretende construir mais 50 mil casas na cidade ocupada.
Às vésperas da reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama, Netanyahu pronunciou o desafiante discurso na reunião anual do Aipac, o lobby judeu sionista nos Estados Unidos. Ali, afirmou que ‘o povo judeu construía Jerusalém há 3 mil anos e o povo judeu constrói Jerusalém hoje. Jerusalém não é um assentamento, é nossa capital’, desafiou.
‘Esforço’ de paz afunda
A expansão dos assentamentos ilegais israelenses foi motivo de irritação na administração americana, a partir do momento que Israel anunciou a construção de 1,6 mil casas em um assentamento ilegal na cidade, o que destruiu possibilidades de diálogo com os palestinos.
Horas antes da chegada de Netanyahu a Washington, o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, foi autorizado a dizer que serão construídas 50 mil casas na região tomada dos palestinos em 1967.
Recado dado
‘Cerca de 30% dessas casas serão construídas em bairros onde moram árabes, embora eu não apóie essa divisão, que pretende traçar uma linha entre as áreas ocidental e oriental da cidade. Jerusalém é uma cidade unida, uma capital sob soberania israelense’, insistiu Barkat em uma entrevista à rede britânica de televisão Sky News.
‘Podemos até negociar acordos com os palestinos e ser flexíveis em outras questões, mas não com relação a Jerusalém… o conceito de congelamento (da construção de assentamentos judeus em Jerusalém Oriental) é algo que não aceito e que jamais aceitarei’, aferrou-se o prefeito.
Congresso ao lado de Israel
A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, assegurou nesta terça-feira (23) ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que o Congresso está ‘ao lado de Israel’, durante a visita do premiê à casa legislativa americana.
‘Nós, do Congresso, estamos ao lado de Israel. Esse é um ponto que está acima das divisões partidárias’, afirmou Pelosi, na presença do chefe da minoria republicana, John Boehner, ao receber Netanyahu no Capitólio.
‘A longa amizade entre os Estados Unidos e Israel se baseia em valores comuns: democracia, pluralismo e liberdade. E em desejos comuns de paz e segurança para nossas crianças’, abstraiu Pelosi.
A recepção dada a Netanyahu no Congresso mostra mais uma vez que Continuar lendo ‘Insolência’
“Não queremos ser colonizados pela Argentina. Queremos ser independentes” (Emma Edwards, parlamentar kelper, por telefone ao UOL Notícias, em 22/2/2010, desde a cidade de Stanley, capital das Ilhas Malvinas. A “falklander”, como a própria se intitula, falava a respeito da polêmica sobre a nacionalidade das Ilhas, ressurgida com o anúncio da prospecção de petróleo no arquipélago pela Desire Petroleum, o que tem gerado protestos por parte da Argentina).
Os ingleses são especialistas em colonizar – é uma de suas sublimes vocações. Mas, é óbvio, não gostariam de ser colonizados. Espertinhos…
Enquanto isso, o Sol continua não se pondo no Império.
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Para Israel não há normativos, de qualquer ordem, que façam cessar suas brutalidades e seu desrespeito a tudo o que não seja de seus interesses.
Quanto ao assunto aqui tratado, basta verificar o significado das duas faixas azuis na bandeira do estado judeu: elas representam os rios Nilo e Eufrates. Tudo o que está no meio deles é a terra que entendem deles. Deriva disso, portanto, expansionismo, novas ocupações. E que se dane o resto, pois, afinal de contas, eles se bastam.
Esclareço que o título do texto abaixo, na verdade, não me soa verdadeiro (interessa mais o conteúdo da matéria). Ao contrário, os EUA, sistematicamente, apóiam Israel, de maneira quase incondicional. Portanto, tenho sérias dúvidas se o governo Obama de fato se consternou diante da sanha dos judeus.
Não se pode perder de vista que os palestinos, aliás como dito há alguns anos por Yasser Arafat, não pedem “a Lua“.
“EUA ‘consternados’ com aprovação de expansão de assentamentos

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou nesta terça-feira que o governo dos Estados Unidos está ‘consternado’ com a aprovação, pelas autoridades israelenses, da construção de 900 novos condomínios em um assentamento em Jerusalém Oriental.
Segundo Gibbs, a decisão ‘dificulta’ os esforços de paz e a negociação entre israelenses e palestinos.
Nesta terça-feira, ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, anunciou a autorização do projeto para as novas construções no bairro de Gilo – localizado na área conquistada em 1967, anexada ao município de Jerusalém e reclamada pelos palestinos.
‘Estamos consternados com a decisão do Comitê de Planejamento de Jerusalém de levar em frente o processo de aprovação da expansão de Gilo em Jerusalém’, disse Gibbs.
EUA
Essa é a segunda vez em apenas dois meses que o governo do Continuar lendo ‘Apetite sem fim’
Passados 18 longos anos, no dia 18/9/2009, a Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma resolução que critica abertamente o programa nuclear de Israel.
Que Israel possui armas atômicas, inclusive as ditas de “destruição em massa”, não há a menor dúvida.
Claro que o texto da resolução foi apresentado por países árabes.
Além das críticas, o texto pede que Israel se integre no Tratado de Não-Proliferação Nuclear, além de permitir que a AIEA inspecione suas instalações nucleares.
Israel é um dos três únicos países não signatários do tratado, ao lado de Índia e Paquistão, e é consenso que possui o único arsenal nuclear do Oriente Médio, em que pese nunca tenha confirmado ou negado isso.
A aprovação se deu por 49 países-membros da AIEA, sendo certo que 45 votaram contra e 16 se abstiveram (dentre esses últimos, infeliz e inexplicavelmente, o Brasil).
Dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e Rússia votaram a favor. Já a França, Reino Unido e EUA votaram contra a aprovação. Ah, sim, todos os países da União Europeia Continuar lendo ‘“Comigo, não!”’
É impressionante a que ponto, ainda nos tempos mais atuais, pode chegar o “ser humano”.
A sua natureza continua assustadora.
Do UOL Notícias:
“16/07/2009 – 18h00
Ex-presidente da Libéria admite uso de caveiras humanas para assustar população
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
O ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, disse hoje durante seu julgamento no tribunal de Haia, na Holanda, que não havia nada de errado em mostrar caveiras humanas em bloqueios rodoviários durante o período que levou ao seu golpe de Estado e que esta era uma estratégia para fazer com que as pessoas obedecessem às ordens dos soldados rebeldes.
Em seu terceiro dia de depoimento no Corte Especial para Serra Leoa, Taylor negou a alegação de que seus soldados removiam as vísceras de suas vítimas e amarravam os intestinos nas estradas. A prática foi descrita por um ex-comandante que testemunhou pela promotoria, Joseph ‘Zigzag’ Marzah.
Aos 61 anos, o ex-líder africano responde por 11 acusações de crimes de guerra e contra a humanidade, relacionados a sua participação Continuar lendo ‘Sinistro’

Maringoni
Inicio este post com a seguinte imagem:

Protesto durante as orações de sexta-feira na Universidade de Teerã quando, em um aparente desafio ao líder supremo do Irã, o poderoso clérigo Ali Akbar Hashemi Rafsanjani declarou que seu país está em crise após as eleições presidenciais que reelegeram Mahmoud Ahmadinejad
Muito se tem visto e lido a respeito das eleições ocorridas recentemente no Irã.
O noticiário que chega no Ocidente dá conta – ou tenta dar conta – de claras evidências de fraude na reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, em detrimento do candidato da oposição, Hossein Mousavi.
Mas é preciso cautela para a formação de opinião.
Na faculdade de História da USP aprendi que toda análise deve compreender, também, um olhar “por debaixo” da informação que chega até nós; o que é dito em contraponto à “história oficial”.
O texto abaixo é excepcional – e que faz pensar. Colhido do “resistir.info”, site português de análise política internacional:
“Irão: A mentira das ‘eleições roubadas’
por James Petras
‘Mudança para os pobres significa comida e empregos, não um código de vestuário descontraído ou recreações diversas… A política no Irão é muito mais sobre guerra de classe do que sobre religião’. (Editorial do Financial Times, 15/Junho/2009)
Introdução
Dificilmente haverá qualquer eleição, na qual a Casa Branca tenha um interesse significativo, em que a derrota eleitoral do candidato pró EUA não
seja denunciada como ilegítima por todos os políticos e mass media da elite. Nos últimos tempos, a Casa Branca e os seguidores gritaram infracção após as livres (e monitoradas) eleições na Venezuela e em Gaza, enquanto alegremente fabricaram um ‘êxito eleitoral’ no Líbano apesar do facto de a coligação liderada pelo Hezbollah ter recebido mais de 53% dos votos.
As eleições concluídas a 12 de Junho de 2009 no Irão são um caso clássico. O candidato à reeleição, o nacionalista-populista presidente Mahmoud Ahmadinejad (MA) recebeu 63,3% da votação (ou 24,5 milhões de votos), ao passo que o principal candidato da oposição liberal, apoiado pelo Ocidente, Hossein Mousavi (HM) recebeu 34,2% (ou 13,2 milhões de votos).
A eleição presidencial iraniana atraiu um comparecimento recorde de mais de 80% do eleitorado, incluindo uma votação sem precedentes 234.812 do estrangeiro, na qual HM obteve 111.792 e MA 78.300. A oposição liderada por HM não aceitou a sua derrota e organizou uma série de manifestações de massa que se tornaram violentas, resultando na queima e destruição de automóveis, bancos, edifícios públicos e confrontações armadas com a polícia e outras autoridades. Quase todo o espectro de fazedores de opinião ocidentais, incluindo todos os grandes media electrónicos e impressos, os principais sítios web liberais, radicais, libertários e conservadores, reflectiram a queixa da oposição de fraude eleitoral desenfreada. Neo-conservadores, conservadores libertários e trotsquistas juntaram-se aos sionistas louvando os protestários da oposição como a guarda avançada de uma revolução democrática. Democratas e republicanos condenaram o regime, recusaram-se a reconhecer o resultado da votação e louvaram os esforços dos manifestantes para subverter o resultado eleitoral. O New York Times, a CNN, o Washington Post, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel e toda a liderança dos presidentes das principais organizações judias americanas clamaram por sanções mais duras contra o Irão e anunciaram o proposto diálogo de Obama com o Irão como esforço inútil.
A mentira da fraude eleitoral
Os líderes ocidentais rejeitaram os resultados porque ‘sabiam’ que o seu candidato reformista não podia perder… Durante meses publicaram entrevistas diárias, editoriais e reportagens de campo ‘pormenorizando’ os fracassos da administração de Ahmadinejad. Mencionaram o apoio de clérigos, antigos oficiais, comerciantes do bazar e acima de tudo mulheres e jovens de cidades fluentes em inglês para provar que Mousavi estava destinado a uma vitória esmagadora. Uma vitória de Mousavi foi descrita como uma vitória das ‘vozes moderadas’, pelo menos na versão da Casa Branca daquele vago cliché. Eminentes académicos liberais deduziram que a contagem de votos fora fraudulenta porque o candidato da oposição, Mousavi, perdeu no seu próprio enclave étnico entre os azeris. Outros académicos afirmaram que o voto da juventude’ – baseado nas suas entrevistas com estudantes universitários da alta e média classe média das vizinhanças do Norte de Teerão eram esmagadoramente a favor do candidato ‘reformista’.
O que é espantoso acerca da condenação universal do Ocidente do resultado eleitoral como fraudulento é que nem uma única partícula de evidência, tanto na forma escrita como de observação, foi apresentada tanto antes como uma semana após a contagem de votos. Durante toda a campanha eleitoral, nenhuma acusação crível (ou mesmo dúbia) de interferência junto aos eleitores foi levantada. Como os media ocidentais acreditaram na sua própria propaganda de uma vitória intrínseca do seu candidato, o processo eleitoral foi descrito como altamente competitivo, com debates públicos candentes e níveis sem precedentes de actividade pública e desembaraçada pelos prosélitos dos candidatos. A crença numa eleição livre e aberta era tão forte que os líderes ocidentais e os mass media acreditaram que o seu candidato favorito venceria.
Os media ocidentais confiaram nos seus repórteres que cobriam a manifestações de massa dos apoiantes da oposição, ignorando e subestimando o enorme comparecimento a favor de Ahmadinejad. Pior ainda, os media ocidentais ignoraram a composição de classe das manifestações competidoras – o facto de que o candidato à reeleição estava a ter o apoio da muito mais numerosa classe trabalhadora pobre, camponeses, artesões e empregados de sectores públicos ao passo que o grosso dos manifestantes da oposição provinha de estudantes da classe alta e média, da classe dos negócios e dos profissionais.
Além disso, a maior parte dos líderes de opinião e repórteres ocidentais baseados em Teerão extrapolou as suas projecções a partir das suas observações na capital – poucos aventuraram-se nas províncias, cidades e aldeias de pequena e média dimensão, onde Ahmadinejad tem a sua base de massa de apoio. Além do mais, os apoiantes da oposição eram uma minoria activista de estudantes facilmente mobilizada para actividades de rua, ao passo que o apoio de Ahmadinejad provinha Continuar lendo ‘Análise: Irã, o outro lado’

Chevrolet Bel Air Hardtop Coupê - 1957
É totalmente possível afirmar que a história contemporânea dos EUA está intimamente ligada à da centenária montadora de veículos General Motors, por muito tempo a maior corporação ianque.
A identificação entre país e empresa era total.
Para se ter uma idéia, em 1953, Charles Erwin Wilson era presidente da GM quando foi nomeado por Dwight Eisenhower como Secretário da Defesa. Numa sabatina ocorrida no Senado, ao ser questionado se, na condição de secretário de Estado, ele podia tomar uma decisão contrária aos interesses da empresa, de pronto respondeu que sim. Todavia, acrescentou que não poderia imaginar tal situação, “porque durante anos eu pensei que o que era bom para o país era bom para a General Motors e vice-versa“.
Como é notório, aquele país sente o sabor mais amargo da crise financeira global. E a empresa, nesse cenário, recorreu, em 1º/6/2009, à concordata. Sua dívida total Continuar lendo ‘Fim de uma era’


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