
Carlos Latuff
© Cartas de Tiro

Carlos Latuff
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Vou falar aqui de uma sala de cinema.
Não, ela não está situada em terras tupiniquins.
O cinema a que me refiro, que atualmente se chama Kino Pionier, se encontra cidade de Szczecin, na Polônia, e permanece funcionando desde 1909.
Enquanto isso, por aqui, ao contrário, permitimos que nossas salas se transformem, na maioria das vezes, em templos, muitos de gosto e doutrinas de cunho duvidoso.
A preservação da memória é tudo para um povo e para a formação de sua identidade. Por aqui, ao menos nesse quesito, andamos a passos de cágado, para ser generoso.
Voltando aos poloneses, segue abaixo um singelo texto, que dá algumas – mas boas – informações sobre o Kino.
“Cinema mais antigo do mundo faz 100 anos
Sala inaugurada em 1909 na cidade de Szczecin, na Polônia, permanece em funcionamento e preserva a atmosfera dos primórdios da sétima arte
por Graziella Beting
A paternidade do cinema é tradicionalmente disputada entre os irmãos franceses Lumière, inventores do cinematógrafo, e o americano Thomas Edison, que criou antes, em 1895, o cinetoscópio, uma espécie de pai dos projetores modernos. Mas é na Polônia, perto da fronteira com Continuar lendo ’100 anos’
Esta semana o Ministério Público Federal de São Paulo, numa atitude notável, ingressou com uma ação contra o ex-delegado chefe do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Dops, entre 1966/1983) e atual senador Romeu Tuma, o ex-prefeito de São Paulo (1969/1971) e atual deputado federal Paulo Maluf, o ex-prefeito de São Paulo Miguel Colasuonno (1973/1975), o ex-diretor do Serviço Funerário Municipal Fábio Pereira Bueno (1970/1974) e o médico-legista e ex-chefe do necrotério do Instituto Médico-Legal (IML) Harry Shibata (entrou no órgão em 1956 e foi seu diretor entre 1973/1983).
A acusação, em linhas gerais: ocultação de cádaveres de opositores do regime militar que deixou tristes e indeléveis marcas no país, entre 1964/1985.
Clique aqui para ler a notícia. E aqui para a íntegra da ação judicial (56 páginas).
O vídeo abaixo traz o filmete, do site Memórias Reveladas, sobre os desaparecidos políticos brasileiros. Aliás, os responsáveis pelo material, vinculados ao Arquivo Nacional, muito gentilmente forneceram ao blog, a pedido, todos os arquivos em mídia da campanha (TV e internet), pelo que agradeço muitíssimo.
Esse é um tanto mais longo do que os que estão sendo veiculados na TV, que falam sobre Dinaelza Santana Coqueiro, Fernando Santa Cruz e Rubens Paiva – todos desaparecidos políticos. Mas entendo que vale a pena.
Aqui sim estamos diante de pessoas honradas. Sim, porque há maçãs podres entre os que sobreviveram; gente que possui como marca registrada a felonia e que prestam serviços aos que habitam as cloacas midiáticas.
Quanto ao conteúdo do vídeo: esqueletos no armário do país.
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19 de novembro. Nesse dia, há 40 anos atrás, às 23h23, perante mais de 100.000 almas (65.157 pagantes), Pelé faria seu milésimo gol.
Bem, não é preciso dizer muito mais. Afinal, estamos diante da História.
Dados da partida, disputada pela “Taça de Prata” (nome que substituiu o “Torneio Roberto Gomes Pedrosa”, algo como o “Brasileirão” daquela época):
Vasco 1 X 2 Santos
Data: 19 de novembro de 1969
Local: Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã)
Árbitro: Manoel Amaro de Lima
Gols: Benetti, para o Vasco, aos 17′ do 1º tempo; Renê, contra, aos 10′ do 2º tempo; e Pelé, para o Santos, de pênalti, cerca de 38′ do 2º tempo.
Santos: Aguinaldo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias (Joel Camargo) e Rildo; Clodoaldo, Lima, Manoel Maria e Edu; Pelé (Jair Bala) e Abel.
Vasco: Andrada; Fidélis, Moacir, Fernando e Eberval; Bougleaux, Renê, Acelino (Raimundinho) e Adílson; Benetti e Danilo Menezes (Silvinho).

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Há 70 anos atrás tinha início a 2ª Guerra Mundial, que deixou um saldo de mais de 70 milhões de mortos. Uma carnificina.


O desejo, é óbvio, é que nada, no mínimo parecido, aconteça novamente – algo muito difícil, em especial porque somos insaciáveis.
Pois bem. Surge agora, para os interessados no assunto, uma Continuar lendo ‘Operação “Fall Weiss”’
E aqui o post, do blog de Edu Pedrasse.
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A Lei de Anistia acaba de completar 30 anos.
Me lembro muito bem da campanha:


A meu ver, a lei representa o marco definitivo para o restabelecimento da democracia no país.
É importante dizer que a norma, ainda hoje, é objeto das mais variadas interpretações, sendo que uma chama a atenção em especial: diz respeito à sua aplicabilidade aos torturadores do regime militar instaurado por aqui em 1964.
Assim é que o Supremo Tribunal Federal, passados 30 anos, decidirá acerca da temática ao analisar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), interposta pela OAB.
A meu ver não há dúvida de que a prática de tortura JAMAIS poderá ser compreendida como um crime passível de anistia.
Espero que o STF auxilie a democracia brasileira a amadurecer mais.
Matéria da Agência Brasil:
“Tarso: reconciliação política só vai acontecer quando torturadores forem levados aos tribunais
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Julgar os torturadores que agiram durante o regime militar não é revanchismo, mas um ato de justiça e respeito aos direitos humanos, disse hoje (22) o ministro da Justiça, Tarso Genro, durante a comemoração dos 30 anos da Lei de Anistia no Brasil.
‘Tortura é crime imprescritível e inanistiável. Julgar esses casos representa a continuidade do processo de democratização do país’, disse o ministro em evento realizado no Continuar lendo ‘Sim, é preciso!’
Fiquei muito emocionado quando vi.
É um momento onde a presença de Deus é evidente.
Seja Ele quem for – ou o quê for.
E, claro, uma enorme saudade de George.

O maior de todos os tempos.
E, de quebra, o nº 1 de novo.
As palavras de Pete Sampras, outro virtuoso do mesmo esporte, “aposentado” desde 2002: “Para mim, Federer é o maior. O cara é uma lenda. Um ícone. Ele dá crédito ao tênis“.

Essa “tira” foi feita em 1976.
Reavivemos a memória:
“A gripe suína já esteve estampada nas páginas dos jornais brasileiros e foi motivo de charge de cartunistas como o saudoso Henfil. Isso foi há 33 anos, em 1976, quando ocorreu um surto da doença nos Estados Unidos. Lá, 40 milhões de pessoas chegaram a ser vacinadas. Por aqui, felizmente, nada aconteceu. Mesmo assim, a população brasileira vivia uma situação parecida com a de agora, com medo de que a temida gripe chegasse no país.
O medo da gripe suína inspirou o cartunista Henfil – Henrique de Souza Filho – a fazer uma charge sobre o assunto. Nela, o personagem Fradinho solta um espirro, deixando em pânico pessoas que passavam perto dele. A charge foi publicada no Almanaque Fradinho número 10. Antenado com os acontecimentos, Henfil, que colaborou Continuar lendo ‘Já vi esse filme’

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