Arquivo para a categoria 'Arte Geral'

02
out
10

O que é o fado

Há três frases desse fado que nunca mais esqueci.

Amália Rodrigues, que cantou como poucas, como poucos.

É ela quem diz: “Almas vencidas / Noites perdidas / Sombras bizarras”.

Precisa mais?

“Tudo isto é fado” (Aníbal Nazaré e F. Carvalho)

Amália ao vivo:

Versão estúdio:

"Perguntaste-me outro dia
Se eu sabia o que era o fado
Eu disse que não sabia
Tu ficaste admirado
Sem saber o que dizia
Eu menti naquela hora
E disse que não sabia
Mas vou-te dizer agora

Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na mouraria
Canta um rufia
Choram guitarras
Amor ciúme
Cinzas e lume
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Se queres ser meu senhor
E teres-me sempre a teu lado
Não me fales só de amor
Fala-me também do fado
É canção que é meu castigo
Só basceu p'ra me perder
O fado é tudo o que eu digo
Mais o que eu não sei dizer"

© Cartas de Tiro
25
ago
10

Oitenta!

Sir Sean Connery é… Bem… não encontro palavras.

Eterno talvez seja um termo adequado.

Aqui, alguns dados sobre o homem.

Aqui, o site ofícial do Cavaleiro.

© Cartas de Tiro

27
fev
10

Me dê! Nos dê!

Na semana do seu aniversário (67 anos), nada melhor do que matar um pouco as saudades.

Genialidade em estado puro.

A simples existência de George tornava o mundo bem melhor.

Clique aqui para a letra da canção.

E aqui, os dados do disco “Living in the material world” (1973).

© Cartas de Tiro

21
dez
09

Um palestino

[palestina+vencerá.jpg]

Aproveito a imagem – em tudo significativa – para desejar a vocês, amigas e amigos do blog (que comentam ou apenas visitam) hoje, em 2010 e sempre, tudo o que de melhor possa existir neste mundo muito louco.

Verdadeiramente, vocês me tornam uma pessoa mais feliz. Muito obrigado!

Informo também que o blog entrará num justo recesso. E que retornará à ativa a partir de 4/1.

Até lá.

Beijo forte pra vocês, indistintamente! Feliz Natal!

© Cartas de Tiro

10
set
09

Feishta

Baile na Colômbia - Fernando Botero - 1980

Baile na Colômbia - Fernando Botero - 1980

© Cartas de Tiro

10
ago
09

Eles pululam

wikipedia.org

"A Expulsão dos Demônios de Arezzo" (1297-99) - Afresco de Giotto - Assis/Itália

Não sou o autor da idéia retratada neste post. Ela é fruto de interessantes conversas.

A autoria, um segredo.

17
jul
09

July 17th, 1959

Billie Holiday in 1917

50 anos sem Billie Holiday.

Lacuna não preenchida.

Ouçam, sintam e confirmem:


The very thought of you (Ray Noble, em inglês)

The very thought of you and I forget to do
The little ordinary things that everyone ought to do
I’m living in a kind of daydream
I’m happy as a king
And foolish though it may seem
To me that’s everything

The mere idea of you, the longing here for you
You’ll never know how slow the moments go till I’m near you
I see your face in every flower
Your eyes in stars above
It’s just the thought of you
The very thought of you, my love

I see your face in every flower
Your eyes in stars above
It’s just the thought of you
The very thought of you, my love
“.

26
jun
09

Surrealista, como sempre

Desenho de Salvador Dalí

Salvador Dalí, definitivamente, era distinto dos demais mortais.

O desenho acima foi feito para fazer frente ao pagamento de uma consulta ao dermatologista (que sorte a do médico, não?).

Segue a notícia do UOL Entretenimento:

Nova York, 22 jun (EFE) – Um total de 15 desenhos inéditos com os quais o artista espanhol Salvador Dalí pagava as contas de um dermatologista que o tratava desde 1972 serão expostos entre 27 de junho e 9 de agosto na Universidade de Búfalo, Nova York.

As obras pertencem à coleção de Edmund Klein, um pesquisador americano especialista no tratamento do câncer de pele Continuar lendo ‘Surrealista, como sempre’

20
jun
09

Teacher

"El Conquistador" - Fernando Botero

19
jun
09

Nesta data, em 1944

Hoje faz 65 anos que Chico Buarque de Hollanda veio ao mundo.

Trata-se de um gênio.

Aqui, uma de suas mais belas canções, composta em parceria com Ruy Guerra: ”Fado Tropical”, do disco “Chico Canta” (1973). Os “versos” são magistralmente declamados por Ruy.

A mensagem do que ainda não aconteceu – infelizmente.

Capa original do disco

 


Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril

Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

‘Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo (além da sífilis, é claro)*
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora…’

Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

‘Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa’

Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre trás-os-montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
“.

*Trecho original, vetado pela censura.

E, aqui, uma ótima análise da canção.

12
jun
09

Meu caro Tomás

Em homenagem ao amor.

Ele,  que se apresenta das mais variadas formas.

Marílias, não se esqueçam!

Para ver e ouvir Miles, numa excepcional gravação de Autumn Leaves.

À Deriva


26
mai
09

Ego

René Magritte - La Chambre d'Écoute (The Listening Room) - 1952

René Magritte - La Chambre d'Écoute (The Listening Room) - 1952

24
mai
09

Execução de inocentes

Há anos atrás, no bom e velho “Cine Bijou”, cinema que funcionava no centro da Paulicéia, assisti a um filme que me marcaria definitivamente dali até esta parte: “Sacco & Vanzetti” (a película estava, àquela altura, proibida no país pelos senhores do golpe militar de 1964).

É certo que noutro momento pode-se discutir acerca do anticomunismo visceral que assolava os EUA dos anos 20 e que levou os dois imigrantes italianos mencionados à morte na cadeira elétrica, o que se constituiu num dos mais evidenciados erros judiciais do século XX. A acusação: duplo homicídio. O ”crime cometido”, na realidade: o fato de serem anarquistas.

Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti

Nicola Sacco e Bartolomeu Vanzetti

Em 24 de maio de 1921 (há exatos 88 anos), o julgamento de ambos teve início. Já em 14 de julho do mesmo ano foram condenados à pena capital, num processo marcado com as digitais da farsa. Depois de longos e torturantes anos, precisamente na madrugada do dia 22 para 23 de agosto de 1927, a sentença foi definitivamente aplicada, mesmo diante dos milhares que foram às ruas de todo o mundo protestarem pela anulação da sentença, durante esses seis anos.

É muito interessante verificar o que dizia a “Folha da Manhã” do dia 22/8/1927.

Uma história para não se esquecer.

Por ora, o que mais interessa, creio, é a indicação para que todos vejam essa preciosidade – está disponível em DVD para locação (mas, parece, fora de catálogo para aquisição), em edição histórica repleta de extras (tenho um exemplar, claro) –, verdadeiro marco do cinema político italiano da década de 70, dirigido por Giuliano Montaldo. O elenco: Gian Maria Volonté, Ricardo Cucciolla (vencedor do prêmio de melhor ator em 1971, em Cannes) e Rosanna Fratello. A canção, digamos principal, é interpretada por Joan Baez, com trilha sonora composta por ninguém menos do que Ennio Morricone.

É muita competência junta.

Filme imperdível.

Capa do DVD

26
abr
09

Sobre o Congresso Nacional, o STF e afins

Pieter Bruegel o Velho - O Cego Guiando os Cegos - 1568

 Detalhe

Lucas, 6,39: “Jesus contou uma parábola aos discípulos: ‘Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco?‘”

15
abr
09

No Céu

East of the Sun (and West of the Moon)

(Brooks Bowman) (links em inglês)

 

East of the sun and west of the moon

We’ll build a dream house of love, dear

Near to the sun in the day

Near to the moon at night

We’ll live in a lovely way, dear

Living our love in the pale moonlight

Just you and I forever and a day

Love will not die we’ll keep it that way

Up among the stars we’ll find

A harmony of life too lovely tune

East of the sun and west of the moon, dear

East of the sun and west of the moon

Just you and I forever and a day

Love will not die we’ll keep it that way

Up among the stars we’ll find

A harmony of life too lovely tune

East of the sun and west of the moon, dear

East of the sun and west of the moon“.

 

A canção, na inesquecível interpretação de Billie Holiday:

 





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