Passados 18 longos anos, no dia 18/9/2009, a Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma resolução que critica abertamente o programa nuclear de Israel.
Que Israel possui armas atômicas, inclusive as ditas de “destruição em massa”, não há a menor dúvida.
Claro que o texto da resolução foi apresentado por países árabes.
Além das críticas, o texto pede que Israel se integre no Tratado de Não-Proliferação Nuclear, além de permitir que a AIEA inspecione suas instalações nucleares.
Israel é um dos três únicos países não signatários do tratado, ao lado de Índia e Paquistão, e é consenso que possui o único arsenal nuclear do Oriente Médio, em que pese nunca tenha confirmado ou negado isso.
A aprovação se deu por 49 países-membros da AIEA, sendo certo que 45 votaram contra e 16 se abstiveram (dentre esses últimos, infeliz e inexplicavelmente, o Brasil).
Dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e Rússia votaram a favor. Já a França, Reino Unido e EUA votaram contra a aprovação. Ah, sim, todos os países da União Europeia seguiram franceses, ingleses e estadunidenses.
Os representantes de Israel “lamentaram” a resolução e já disseram que não haverá qualquer cooperação para o seu cumprimento.
Palavras textuais de David Danieli, representante israelense na Conferência: ”A delegação de Israel deplora esta resolução“, acrescentando que o país “não irá cooperar de forma alguma com esta resolução, que só busca reforçar hostilidades políticas e linhas de divisão no Oriente Médio“.
Hostilidades que são insufladas principalmente por quem? E quem impõe linhas de divisão na região?
Coitados de alguns países se adotarem a mesma postura. Não se pode esquecer que o Iraque, às vésperas da ilegal invasão dos EUA, abriu suas portas à AIEA para inspeções – mas nem isso foi suficiente para aplacar a bestial fúria ianque.
Como já colocado neste blog, os israelenses confirmam, a cada dia, que são “doutorados em desprezo que olham o mundo do alto da insolência que é a base da sua educação“.
É muita arrogância.
As informações são da Reuters.
© Cartas de Tiro
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