Para quem não sabe, faço parte de um núcleo familiar onde predominam servidores públicos. E, em sua maioria, advogados.
Com tranquilidade digo que todos nós honramos nossas atividades – decerto que não há nenhum mérito nisso; não estamos fazendo mais do que cumprir com nossa obrigação, que é respeitar o contribuinte, afinal quem nos sustenta.
Nossas tarefas na seara jurídica pública são realizadas com a firme crença de que a advocacia é fundamental e um dos sustentáculos da democracia.
Quantas e quantas injustiças não se realizaram pela força e pelas palavras e pelo atuar do advogado? Sem dúvida que inúmeras.
Lembremo-nos todos: “a lei não contém palavras inúteis“. Nesse contexto, diz a Constituição Federal, no seu art. 133: “O advogado é indispensável à administração da justiça (…)“.
Mas, muitas vezes, alguns setores da classe atuam de forma ultrajante, abrigando causas indefensáveis.
E só fazem solidificar o pensamento (ainda [mas por quanto tempo?] míope, quero acreditar) de que o advogado, mais do que atuar no interesse da Justiça e de quem a busca, o faz simplesmente com os olhos no vil metal e na sua própria vaidade.
Tomando emprestada a idéia e as palavras de Mestre Cartola, tanto a Ordem dos Advogados do Brasil de Alagoas quanto o Poder Judiciário do mesmo Estado, quando perceberem, estarão à beira do abismo, abismo que estão cavando com seus próprios pés.
O que está abaixo é indecente:
“30/05/2009 – 07h00
Advogada ganha frigobar na prisão, e OAB quer também ar-condicionado
Carlos Madeiro*
Especial para o UOL Notícias
Em Alagoas
Uma advogada acusada de corrupção e tráfico de drogas ganhou na Justiça de Alagoas o direito de ter um frigobar dentro da cela do presídio Santa Luzia, onde está presa desde setembro de 2008, em Maceió.
A permissão foi dada pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Ricardo Jorge. Segundo o magistrado, que assinou a autorização no último dia 23, Mary Any Vieira Alves tem direito ao frigobar por ter formação de nível superior especial. ‘Ela está presa há mais de seis meses e não há impedimento para a entrada de um frigobar na cela’, afirmou.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Alagoas afirma que os advogados têm direito a vantagens em relação aos presos de outros cursos superiores. Por isso, solicitou ainda que a direção do presídio fizesse uma adaptação que garanta a instalação de um ar-condicionado no local onde ela está presa, que será doado pela própria entidade.
‘O Estatuto da OAB garante a ela uma sala de estado maior, que inclusive não pode ter grades. Nós solicitamos à direção do presídio Santa Luzia que Continuar lendo ‘Vergonha’
























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